segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Empreendedor ou empresário?

Esta semana me deparei com um texto do Sr. Antonio Carlos Gomes da Costa (http://www.odebrechtonline.com.br/materias/00601-00700/616/), colunista da Revista Odebrecht Informa, onde o mesmo falava sobre o conceito da palavra “empresário” utilizado na obra: Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO). A TEO é tida pelos funcionários da Organização Odebrecht como uma verdadeira filosofia de vida e foi concebida por Norberto Odebrecht, figura central da organização.

No artigo referido, o Sr. Antonio Gomes afirma que: “para Norberto Odebrecht, ser empresário é algo maior e mais complexo do que ser empreendedor”. Discordo da definição adotada, pois para defender seu ponto de vista, o autor afirma que: “empreendimento é uma ação delimitada no tempo e dotada de objetivos bem-especificados, os quais, uma vez alcançados, podem não justificar mais a continuidade da iniciativa.” Porém, esta é a definição de “projeto” e não de “empreendimento”. Se procurarmos no dicionário encontraremos como definição de “empreender”: resolver-se a praticar; pôr em execução; realizar, fazer. Ou seja, a limitação de tempo adotada pela Odebrecht não existe.

Possuir uma empresa já qualifica uma pessoa como empresário, mas nem todo empresário é um empreendedor. Na literatura sobre o tema, um elenco de virtudes aparece sempre associado aqueles ditos empreendedores: otimista, corajoso, analítico, pro ativo, persistente, criativo, dedicado, assertivo, apaixonado, inovador, líder, etc.

Resumindo; nem todo empreendedor é um empresário e nem todo empresário é um empreendedor. Mas acredite, empresa nenhuma vai prosperar sem que seus colaboradores possuam espírito empreendedor. Imagino que Esopo narraria assim sua fábula nos dias atuais:

“A Formiga Empresária estava tranqüila, pois havia economizado recursos suficientes para sobreviver a sazonalidade do seu negócio. Ao ouvir a campanhia, logo imaginou ser a dona Cigarra pedindo mais uma vez por ajuda. Ela então ensaiou o velho discurso mentalmente, antes de abrir a porta - amiga Cigarra, os tempos de bonança gastaste em diversão, então cantar e bailar é comida saborosa e de bom gosto para você.

A Formiga Empresária abriu a porta de sua casa e se surpreendeu. A Cigarra não estava passando necessidades, pelo contrário, ela estava vestida feito uma atriz de Hollywood. Prestando mais atenção, ela notou a reluzente Ferrari vermelha estacionada na frente de seu portão e se deu conta de que a dona do veículo estava ali na sua frente, sorrindo largamente. A Cigarra, percebendo o espanto da Formiga Empresária, pôs-se a explicar – amiga Formiga veja só como é a vida. Eu sempre gostei de cantar, então montei um projeto para construção de um sistema para que outras pessoas que também gostam de cantar pudessem comercializar suas músicas. Montei o projeto, consegui um investidor e já estamos faturando milhões! Vendemos no mundo inteiro através da internet!

A Formiga Empresária então exclamou: mas eu nem sabia que você havia se tornado empresária como eu! - e a Cigarra: empresária eu não sou, pois nem empresa eu tenho, apenas fiz um projeto. Agora, empreendedora eu sempre fui! Pois eu sempre soube que um dia eu iria transformar minhas visões em realidade.”

1 comentários:

Anônimo disse...

Dai a formiga disse para a cigarra: quando estiver fazendo um tour pela frança, mande um tal de La Fontaine para a PQP... ass: super